A Lei 15.270/2025 criou tributação sobre dividendos. A partir de janeiro de 2026, distribuir lucro da empresa para o seu CPF pode gerar a cobrança de imposto de renda mínimo.
Se você tem empresa e retira lucro todo mês, essa lei já está te afetando. Mas é possível evitar isso com uma estrutura jurídica adequada.
Até 2025, distribuir lucro da empresa para o CPF do sócio não gerava imposto de renda. A Lei 15.270/2025 acabou com isso. A partir de janeiro de 2026, existem dois mecanismos de tributação sobre dividendos que passaram a valer simultaneamente.
Quando uma mesma empresa paga mais de R$ 50.000 em dividendos para a mesma pessoa física em um único mês, ela é obrigada a reter 10% sobre o valor total distribuído. A retenção é feita pela fonte pagadora e recolhida diretamente à Receita Federal.
Quem tem mais de uma empresa pode ter retenções em múltiplas fontes no mesmo mês.
Para quem tem rendimentos totais acima de R$ 600.000 por ano, o pagamento do Imposto de Renda Pessoa Física Mínimo será feito no ajuste anual da declaração.
Ele será calculado seguindo as seguintes alíquotas:
A retenção na fonte de 10% realizada mensalmente entra como antecipação. No ajuste anual, pode haver restituição ou complementação, dependendo do total tributável e do montante já retido.
a organização das empresas e do patrimônio por meio de uma holding.
A lógica é a seguinte: a tributação incide no momento em que o dividendo sai da empresa e entra no CPF do sócio. A Lei 15.270/2025 não previu tributação sobre o fluxo entre pessoas jurídicas.
Uma holding que recebe dividendos de uma empresa operacional não sofre a tributação. O dinheiro chega à holding intacto. A partir daí, o sócio controla quando e quanto flui para o seu CPF, e planeja esse fluxo para minimizar o impacto tributário.
A mesma estrutura que resolve o problema tributário também organiza o patrimônio e prepara a sucessão.
A holding recebe o lucro da operacional sem tributação sobre esse fluxo.
O sócio decide quando e quanto distribui da holding para si, planejando para ficar dentro dos limites que não acionam a retenção.
Imóveis, participações e aplicações crescem dentro de pessoa jurídica, sem transitar pelo CPF.
O lucro sobe das empresas operacionais para a holding sem tributação. Do topo, o sócio controla quanto e quando distribui.
A ata que aprovou a distribuição dos lucros acumulados até 2025 realmente protege esse valor, e enquanto essa reserva durar você consegue distribuir sem pagar a nova tributação, desde que tenha feito corretamente. O problema é que essa reserva é finita e vai se esgotar, e é aí que quase todo mundo se engana achando que resolveu a situação de forma definitiva.
No momento em que a reserva de lucros acabar, tudo que a sua empresa gerar de 2026 em diante passa a ser tributado normalmente, sem nenhum escudo e sem nenhuma ata nova que possa resolver isso.
A estrutura que resolve esse problema de forma permanente precisa estar pronta antes disso acontecer. Quem deixa pra agir só quando a reserva já secou vai passar meses pagando um imposto que poderia ter evitado se tivesse começado antes. A ata te deu um tempo, e esse tempo é justamente o que você deveria estar usando agora pra montar a estrutura certa, enquanto ainda está protegido.
Se você distribui mais de R$ 50 mil por mês e a sua empresa simplesmente não está retendo nada, essa é a situação mais delicada de todas, mesmo que hoje pareça que está tudo funcionando normalmente.
A retenção sobre os dividendos não é uma escolha que a empresa faz ou deixa de fazer, é uma obrigação prevista em lei. Quando ela não acontece, o problema não some, ele só fica invisível por um tempo. O valor que deveria ter sido recolhido continua devido e vai se acumulando, agora sujeito a multa e juros, e essa conta costuma aparecer no pior momento possível.
O ponto é que quem não montou holding, não fez a ata e ainda não está retendo é, na prática, quem está mais exposto de todos. Não existe nenhum escudo ali, nem definitivo, nem temporário. É só uma obrigação legal deixando de ser cumprida mês após mês, e o risco crescendo em silêncio junto com ela.
Seu contador é indispensável no dia a dia, mas montar holding não é serviço de contabilidade. É estruturação jurídica. Contrato social, acordo de sócios, governança familiar e a forma como o patrimônio entra na estrutura são questões jurídicas delicadas, e é aí que uma holding bem feita se separa de uma que desmorona na primeira vez que a Receita ou um credor olham com atenção.
Estrutura mal feita é pior do que estrutura nenhuma. Holding que paga conta pessoal do sócio vira distribuição disfarçada de lucro, cobrada de volta com multa e juros. Patrimônio pessoal misturado com o da empresa faz o juiz derrubar a separação entre os dois, e a proteção some bem na hora em que era necessária. E família dentro da estrutura sem regras claras de entrada e saída é conflito plantado para o futuro.
Nada disso aparece no dia da entrega. Aparece anos depois, quando alguém questiona, e aí já passou o ponto de arrumar. Por isso a estrutura certa nunca é a mais barata. É a que continua de pé quando é testada.
Cada mês que passa sem uma estrutura adequada é mais um ciclo de imposto consumado, e esse valor não volta. Para quem distribui R$ 100.000 por mês, a conta chega a R$ 120.000 por ano. Todo ano, sem recuperação.
A análise da sua estrutura começa com uma conversa.
OAB/SP 521.865
O RS Advocacia Empresarial foi fundado por Ronan Santos, advogado especialista em Direito Societário e Empresarial, pós-graduado em Direito Empresarial, professor de Direito Empresarial e Direito da Influência na Faculdade Santo Ivo, da qual também é sócio. A atuação do escritório combina técnica jurídica avançada com experiência prática como empresário, o que permite compreender os riscos reais do negócio e entregar soluções alinhadas à dinâmica empresarial.
A conversa começa com um diagnóstico do seu cenário: seu regime, quanto você distribui e como a empresa está organizada hoje. A partir daí, o problema e o caminho ficam claros.
O diagnóstico é uma conversa direta com o Ronan, a partir do seu regime, do quanto você distribui e da sua estrutura atual. Você sai dela sabendo exatamente quanto está pagando a mais e o que dá para reduzir ou zerar.
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